Tropa de Elite de Renan enfia prontuário no saco
Parrrra-pa-pa-pa-pa-pa-pa-pa-paa-paaa-paaaaaaa... A tropa de elite de Renan Calheiros, osso duro de roer, fez nesta quarta-feira (5) uma incursão pelo Conselho de Ética do Senado. Espécie de capitão Nascimento do grupo, Leomar Quintanilha (PMDB-TO) viu-se diante de um dilema. O que fazer com os processos que ainda ameaçam o sossego do comandante Renan?
Quintanilha não teve dúvidas. Pegou um, pegou geral. Mandou ao saco todas as acusações ainda pendentes de julgamento. O capitão Quintanilha torturou o bom senso e os procedimentos regulamentares. Fulminou sozinho, sem votação nem consulta, as duas representações que ainda pesavam sobre os ombros de Renan.
Foram à vala –em procedimento sumário e sem direito a júri— duas representações: 1) a denúncia de que Renan mandara espionar os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO); 2) a acusação de que o senador bi-absolvido participara de suposto esquema de cobrança de propinas em ministérios geridos pelo PMDB.
Como se vê, o Senado perdeu todas as noções de decência. Instituiu-se o vale-tudo. A tropa de elite dá as cartas. Instaurou-se o regime da truculência congressual. Ou alguém reage com vigor ou será difícil distinguir mocinhos de bandidos. O odor que exala da chacina ética já é farejado alhures.
Escrito por Josias de Souza às 18h40
(Fonte: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2007-12-02_2007-12-08.html#2007_12-05_18_40_08-10045644-0 )
Escrito por Letrero às 09h18
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"Ser um 'letrero vagabundo' não combina com casório!" (by Henrique Hinho Pé Sujo - Grande amigo que perdeu um pouquinho de cabelo)
(ai meus sais! agora não tenho mais desculpas!)
Escrito por Letrero às 20h13
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Ela tomava seu café como fazia todos os dias ao sair do trabalho. Mas, esse era um dia especial, ou deveria ser. O mesmo cappuccino diário; A mesma forma de tirar os óculos e pô-los sobre a mesa ainda com as pernas estendidas; A mesma forma de juntar o material e a bolsa no outro único banco da, sempre, mesma mesa; A mesma forma de perder-se em seus pensamentos ao mexer a bebida. Mas, esse era um dia diferente, ou assim queria que fosse. Os pensamentos fugiam, buscavam alguém para tomá-los como posse, buscavam o dono tão esperado, desesperadamente. Talvez o que a fizesse crer que o dia era diferente fosse a certeza de que esse seria o dia em que acharia aquele que viera para preencher toda a sua falta.
Ele entrou na cafeteria como fizera todos os dias nos últimos meses. Atendido com a mesma presteza pela gentil atendente, fez o mesmo pedido que fizera nos outros dias. Um café expresso com menta e algumas daquelas gotas de chocolate que ficavam sobre o balcão. Puxou um livro da mala e começou a folheá-lo como se ficasse imune a qualquer movimentação que ocorresse no ambiente. Não conseguira ler ao menos um parágrafo. Pensava na solidão que tomara conta de sua vida; Pensava sobre como seria boa uma companhia para um jantar na casa nova; Como seria boa a divisão dos pensamentos diários; Como seria fantástica uma companhia na grande cama que havia comprado naquele inverno tenebroso.
Ela, ainda perdida em seus pensamentos, pára o olhar sobre aquele lindo rapaz sentado na sua frente. Seria ele? Seria o Deus tão generoso assim para atender-lhe todos os seus pedidos com tanta rapidez e com tão boa vontade assim, afinal ele era lindo?
Ele, em um movimento rápido para guardar o livro, depara-se com o olhar dela. Aqueles olhos?! Era como se os conhecesse há muito tempo. Talvez em sonho. Por um momento pensou em falar-lhe, mas não sabia o que poderia dizer. E, por fim, resolveu não tentar nada. Apenas pagou o seu café e foi para o estacionamento buscar seu carro para mais uma noite solitária e fria.
Ela se consolava, pois não era o tão esperado amor.
E, cada qual hoje segue seu rumo. Talvez o travesso destino apronte mais alguma das suas para pô-los frente a frente novamente. Ou talvez tenha se cansado da brincadeira e volte aos seus afazeres cuidando de outros casos que não o amor.
(Como sou feliz por não ser o personagem dessa estória)
Escrito por Letrero às 19h41
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Algo me diz que essa semana textos novos rolarão por essas bandas.
Quantas saudades deste meu cantinho! Deixem-me, apenas, organizar a cozinha de modo a achar a cafeteira e voltar a convidar-vos para o café de sempre.
Escrito por Letrero às 08h01
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"Faz tempo sim que não te escrevo... Ficaram velhas todas as noticias, eu mesmo envelheci..."
(Carlos Drumond de Andrade)
Escrito por Letrero às 11h26
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Então chegou o dia fatídico. Ele partiria em instantes. Deixaria para trás toda a sua vida sempre intranqüila e nunca parada.
Diferente das tradicionais partidas, ele olhava cada detalhe como que pintasse tudo em sua mente. Ele não tinha a idéia de simplesmente virar as costas e não olhar mais para trás, para o que ficaria. Pesava em seu coração a dor da despedida.
Nunca antes se sentira só como agora. Pensou na vida, toda passada ali naquele quarto, tendo por companhia apenas os livros amados e seus rabiscos sobre as folhas que se encontravam esparramadas. Não se arrependia até o momento, mas pensou em como seria se tivesse feito outra escolha.
Uma lágrima escapou acompanhando esses pensamentos. Gota que o fez sentir pesado o coração velho e solitário.
Mas, era melhor daquela forma. Até enxergava uma certa alegria na cena. Alegria pouca que não existiria se alguém apertasse sua mão naquele momento. Chegara o minuto certo. Respirou fundo. Fez uma prece, que até então, não havia feito na vida. E, fechou os olhos para nunca mais enxergar as cores.
Escrito por Letrero às 13h33
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O que é o mundo? Um amontoado de signos designados a traduzir e dividir as coisas que se mostram aos nossos olhos sedentos de cor?
Pode ser! Podemos conceituá-lo assim. Mas, que não nos acostumemos com um conceito estúpido como esse.
O mundo é muito mais que um conjunto de signos/nomes. Necessitamos nomear para mostrar que existe, tudo bem... Mas, a essência do mundo não é o nome e sim o que é.
Mostrou-se muito sábia Julieta quando pergunta ao amado Romeu: acaso a rosa deixaria de ter o mesmo perfume se não se chamasse rosa?
O mundo é aquilo que queremos enxergar.
Podemos ver a chuva como um fenômeno da natureza que traz de volta um elemento que ao evaporar-se e tornar-se mais leve que o ar sobe aos céus e, por algum motivo que a ciência sabe explicar melhor que eu, torna ao seu estado natural, que não vence a força da gravidade. Ou, podemos enxergar a chuva como o renascimento da esperança de um povo que espera essa mesma chuva para retornar à vida.
Tudo isso só pra mostrar que podemos viver entre dois mundos. O da “realidade” e o da “liberdade”. Um de “prosa” outro de “poesia”. Um onde a visão é crua e outro onde ela é docemente apimentada.
Confesso ter passado muito tempo nesse mundo mágico, só que se engana quem imagina que ali tudo é alegria. Mas, é certo que a beleza e a magia reinam, mesmo com tristezas e aflições.
Farei o papel que me cabe:
- Senhoras e Senhores! Apresento-lhes, o Mundo!
Agora façam o papel de vocês.
Escrito por Letrero às 16h52
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Olhava apreensivo o espelho e via sua imagem refletida. Começava a se construir e já estava com o rosto inteiramente branco. Seu olhar era profundo, com um misto de tristeza e indecisão. Desenha uma lágrima no seu olho esquerdo, seu rosto ganha um tom de extrema melancolia, as linhas do canto da boca se curvam para baixo e ele dá um longo suspiro.
Era chegada a hora escolhida. A hora em que ele iria atrás de sua amada, também amada por seu melhor amigo. Estava decidido. Iria até o fim. Mesmo que o fim fosse aquele que não havia escolhido. Estava decidido. Iria ganhar o amor da mulher que seu coração escolheu. Mesmo que roubasse esse amor. Mesmo que o preço fosse a perda da amizade sempre abençoada.
Não precisa caminhar muito. Logo encontra o casal em um jardim, iluminados pelo prateado da lua. Aproxima-se, tomando cuidado de não ser percebido no local, e escuta o que conversam.
O amigo acolhe a amada em seu peito e acaricia seus cabelos, no momento em que fala da alegria sentida na benção de seu amor. Ela suspira e conta que em sonho real um anjo havia conversado com ela e dizia que esse amor, que transbordava de seu peito, era fruto de todas as coisas belas já semeadas no mundo. Que esse amor já era escrito na criação do universo e que no livro mágico do destino havia uma citação do amor que atravessaria o tempo e recolheria os bons frutos para em seguida semear toda a magia que por ventura se perdesse.
O Pierrot escuta tudo isso, ainda escondido. Duas lágrimas se fundem a lágrima pintada e ele resolve ir embora. Ir para o mais distante que seus pés possam levá-lo. Em uma estrada vazia e abandonada senta-se e olha o céu. É como se conversasse com as estrelas. Indagasse o “por que” de sua sina. Por que escolher justo aquela mulher para entregar o coração? Promete que de sua boca jamais alguém saberá desse sentimento. Com as mãos desmancha em uma mancha única todo o ser em seu rosto e sente como se seu coração partisse em uma viagem longa junto com as lágrimas que ainda teimavam em fugir.
E, desde sempre, essa é a sua sina. Manter trancado seu sentimento, para que todo o belo possa ter esperança de vida.
Escrito por Letrero às 11h27
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Estou velho!
E, olha que ainda sou novo...
Mas, a velhice é uma coisa boa. Boa quando trás consigo uma certa experiência em enxergar ainda mais poesia nas coisas do dia. Boa quando faz você ter a certeza que mesmo toda a correria que te atinge tem o seu objetivo e também sua poesia, difícil observar isso, mas... É verdade, sim!
Aos anos que se passaram, ainda poucos mas intensos. Aos amigos que por um tempo dividiram comigo seu tempo, aos que ainda teimam e acompanhar-me. Às arvores que estiveram no foco do meu olhar. Aos abraços que guardo no coração. Ás declarações de amor e amizade. À pizza dividida com pressa nas noites de fome e sem mãe. Às noites de pôquer com bobagens. E, a tudo que ainda me resta nesses longos anos pela frente. Anos que me farão ainda mais velho, ainda mais ranzinza e mais poeta. Eu vivo!!!
Escrito por Letrero às 22h58
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Vejam o post de hoje (08/04/2007)
http://pensava.zip.net/
Escrito por Letrero às 20h45
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Eram as palavras que me fascinavam em seguida foi seu jeito sem querer chegar, mas sempre vindo quando dei por mim você já reinava quando me olhei já estava cheio de você; todo o mundo se coloriu no momento da chuva que teimava em acinzentar. Se era noite? se dia? não me recordo... só lembro das gotas que teimavam em cair, das mãos fazendo o papel dos verbos, dos olhos se despindo... do beijo... que beijo!!! As mãos, agora nem se importando mais se era verbo, se adjetivos ou mesmo substantivos que tinham que representar agora elas brincavam, escorregavam... Nunca mais pensando nem mesmo nas regras das pontuações
Feliz foi esse dia E, nunca poderia pensar que seria apenas o primeiro dia mais feliz da minha vida; nunca pensaria que todos os outros trariam a felicidade redobrada alguns dias difíceis, outros amenos mas sempre felizes
hoje comemoramos mais um ano de vida que você completa e enrolei tanto assim pra dizer que é mais um ano do meu lado e apenas um dos 88 que ainda passaremos juntos Parabéns pelo seu dia, Ana...
Te amo, minha pequena!
Escrito por Letrero às 23h15
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Olá queridos!!!
Como ando correndo muito com as provas da faculdade, não tenho atualizado o Letrero. Não consegui escrever nada de especial pra postar, então irei me valer de uma poesia maravilhosa de Jessier Quirino, poeta fantástico que criou grande parte de sua obra na cidade de um interplanetário cultural chamado Sivuca, a cidade é Itabaiana.
O Bolero de Isabel
Qué vê o bom, é o aguado quano leva açúcar
É tê a cuca çucarada num beijo rôbado
É o pecado cunfessado ao Mestre Sereno
Levá sereno num terrêro bem enluarado
É o pinicado do chuvisco no chão pinicano
Ficá bestano c'um inverno bem arrelampado
É o recado da caboca um beijo mandano
Tá namorano a caboca do recado.
Qué vê desejo, é o desejo tano desejano
E a lua olhano este amor na brecha do telhado
É o rodeado do piru piruando a pirua
É a canarinha galeguinha cantano o canário
Zé do Rosário bolerando com Dona Isabel
Dona Isabel bolerando com Zé do Rosário
Imaginário de paixão voraz e proibida
Escapulida, proibida pro imaginário
Qué vê cenário é o vermelho da auroridade
É a claridade amarelada do amanhecê
É vê corrê o aguaceiro pelo rio abaixo
É vê o cacho de banana amadurecê
Anoitecê vendo o gelo do branco da lua
E a pele nua com a lua a resplandecê
É vê nascê o desejo com a invernia
E a harmonia que o inverno feiz nascê
Escrito por Letrero às 13h05
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Dia Feliz!!!
Espero que ainda dê tempo, cheguei correndo da faculdade pra isso... Hoje dia 14/03, o dia da poesia... Peço desculpas aos meus cinco leitores por não ter escrito nada pra esse dia, como um ou dois de vocês esperavam. Mas, permito-me re-publicar a primeira poesia desse blog, talvez a melhor coisa que esse letrero já tenho mostrado... Com vocês...
Um bêbado, cantor, poeta e morador de rua...
Outra vez a noite novamente a incerteza de sobreviver à intrépida correnteza de carros, avenida com açoite Entrego-me à realeza dessa noite bailante mais, artificialmente, brilhante clareando cada vez mais a pobreza Acompanha-me a música arrogante melodia ainda mais pesada d'onde um bêbado, numa só tragada sente todo esse ar sufocante Ainda quantas maldições torpes, infames, repugnante? quando gritaremos: "-Avante! não mais soframos privações"? Nada pode esse amante que não foge da "avenida com açoite" Resta-me o destino cantante resta-me outra vez a noite...
Escrito por Letrero às 23h03
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"Só a loucura, entendida como um estado do ser, seria capaz de fornecer um novo sentido à vida, transformando o inexplicável da existência em sonhos e utopias capazes de imprimir ordem a partir da desordem".
Maria Aparecida Lopes Nogueira
In: O Cabreiro Tresmalhado
Lendo algo sobre a peça que está em cartaz no sesc (A pedra do Reino – Ariano Suassuna), descubro o verdadeiro significado dos “Arteros”, colocado de forma espetacular.
A loucura é sim instrumento capaz de dar um novo sentido à vida. Falando com um dos “arteros” conversávamos sobre como cada um do grupo está incluso no personagem principal da peça que apresentaremos.
Somos loucos por não querermos parar diante a visão do mundo que o homem tem hoje. Por não nos deixarmos abater pela inatividade. Por querermos arregaçar as mangas e ir à luta. Por termos a capacidade da transformação.
Isso é ser um “artero”, ser o louco que explicará a existência em forma de sonhos e utopias.
Arteros rumo ao progresso sem ordem.
Seja um artero: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28517141
Escrito por Letrero às 23h38
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Sim!!! Ela chegou!!! A mais nova flor. A mais linda das meninas.
Mais linda que Girassól e mesmo o Sol. Linda porque é chegada do meio dos anjos... Seja bem vinda, Érica!!!
(Dé e Rafa tomem conta direitinho dessa rara)


Escrito por Letrero às 23h57
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